Menopausa, perimenopausa, a relação com o corpo, filhos, cuidar de quem cuida: tudo isso numa peça profunda que garante muitas risadas.
Aos 60 e poucos anos, Alexandre Ribondi vivia cercado de mulheres 40+ que, a princípio, buscaram o teatro para o autoconhecimento. Acabaram se tornando atrizes. Aquela profusão de assuntos próprios da vida aos mais de 40, a amizade daquelas mulheres, os clássicos Três Mulheres Altas (Edward Albee) e As Três Irmãs (Tchekhov) e a mente criativa de Ribondi deram origem a Três Mulheres Baixas, em 2018.
Oito anos depois, aquelas mulheres agora são 50+, e voltam aos palcos para falar de novos temas, mas sem perder o deboche ribondiano sobre a vida. É apresentação única, no próximo dia 16, domingo, no Espaço Multicultural Casa dos Quatro. Link para ingressos abaixo.
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Sobre o espetáculo
Alzira, Gertrudes e Iolanda fizeram o que mulheres do nosso tempo, vivendo a peri e a menopausa fazem: alugaram uma casa na praia e foram viver a amizade num fim de semana. Desse encontro surgem reflexões cômicas que guardam produndidades e complexidades das vidas delas: a pressão social por se comportarem, a violência a direitos já conquistados como o aborto legal, as múltiplas possibilidades do amor, os filhos, as mães, e, claro, as famigeradas perimenopausa e menopausa.
Alzira “é baixa”, pelo menos é assim que Iolanda a taxa, ao brincar com a caricatura da mulher conservadora que julga a mulher progressista. “Prafrentex”, ela diria. Mas Iolanda não tem nada de conservadora: é brincalhona e é diva, dona de uma elegância tamanha que torna incapaz que pensarem que ela também… Peida. E Gertrudes debocha de tudo, absolutamente tudo, enquanto descortina intimidades sobre a forma como encara o amor e o choque de lidar com as descobertas dos filhos.
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Temporada nova, montagem nova
“Ribondi era um gênio e tenho um amor e uma gratidão imensas por sua obra, por isso foi difícil o desafio de mexer em seu texto. Mas era necessário, porque aquele espetáculo de 2018 tinha sido resultado de conversas que ele fazia com as mulheres do elenco, ao transformar as vidas delas em arte. Tinha que fazer o mesmo”, explica o diretor, Morillo Carvalho.
Ele lembra que o tema-macro desta temporada, que é a menopausa, não estava presente na temporada de oito anos atrás porque elas próprias ainda não haviam vivido. E, ao viverem, descobriram o abismo de desinformação ainda existente sobre o tema.
“Conviver com Monique e Irina, nesse processo, me fez ter a certa daquilo que sempre defendi: mulheres precisam umas das outras e quanto mais juntas, mais poderosas ficam! Presenciar nosso diretor Morillo nos dirigindo com tanto respeito e zelo às batalhas que as mulheres enfrentam pelo simples fato de serem mulheres, me faz acreditar num mundo melhor para todas nós”, reflete Helen Cris.

Sobre a Cia Ruiva
Fundada em 2016 por Alexandre Ribondi e seus atores, a companhia fez montagens de Liberdade, Liberdade, Dicionário das Coisas que Nunca Existiram, Tiros na Catedral e, agora, Três Mulheres Baixas. Todos textos de ou adaptados por Alexandre Ribondi, além de ter produzido Acidente Colorido, de Jéfi Viegas.
É um grupo que cuida do legado do teatrólogo que teve a contribuição temporal mais longeva para Brasília, tendo atuado efetivamente de 1972 a 2023, quando faleceu. Hoje a companhia é dirigida por Morillo Carvalho, e mantém um calendário de montagens de espetáculos que garantam a continuidade do trabalho de Ribondi ainda por muitos e muitos anos.
Ficha Técnica
Concepção e Texto Original: Alexandre Ribondi
Direção e Dramaturgia: Morillo Carvalho
Dramaturgias Novas: Irina Buss, Monique Alvarenga e Morillo Carvalho
Elenco: Helen Cris, Irina Buss e Monique Alvarenga
Cenografia, Produção, Arte e Som: Morillo Carvalho.
Desenho de Luz: Rui Miranda
Operação de Luz: Edu Brando
Fotos: Isabela França
Produção e Realização: Cia Ruiva
Informações sobre “Três Mulheres Baixas”
Local: Espaço Multicultural Casa dos Quatro – SCLRN 708 Bloco F
Data: 16 de agosto – 19h
Ingresso: Compre Aqui




