Espetáculo faz parte da Trilogia Antropofágica, projeto da Estilhaça iniciado em 2025, e faz temporada no MUHCAB, na Gamboa.
A Oficina Estilhaça apresenta o espetáculo “Macunaíma“, uma releitura contemporânea do clássico de Mário de Andrade e segundo ato da Trilogia Antropofágica. A peça busca mergulhar nas complexidades da identidade nacional brasileira. Para tanto, utiliza a obra de Andrade como ponto de partida para questionamentos sobre a contemporaneidade do país. “A ideia de trazer Macunaíma ao Museu da História e Cultura Afro-brasileira. Nossa ideia é ‘invadir os espaços’ do museu, criando um espetáculo imersivo junto ao público. Esta ideia surgiu após o sucesso do espetáculo ‘Encruzilhadas‘, primeiro ato da Trilogia Antropofágica. Agora, voltamos nosso olhar para Mário de Andrade e para o modernismo. É uma proposta de leitura contemporânea da obra mais famosa do movimento antropofágico. Estamos questionando a identidade nacional e a formação do povo brasileiro, desigualdades entre outros problemas graves que precisamos enfrentar“, explica Matheus Rainieri, o diretor.
A produção utiliza a narrativa do romance Macunaíma, publicado em 1928, como eixo central. Revisita personagens, conflitos e símbolos que se tornaram ícones da literatura modernista. “Em sua proposta, não queremos nos limitar a ser um único herói destemido, mas apresentamos vários Macunaímas. Eles representam a pluralidade e as contradições do Brasil contemporâneo. Esta abordagem é uma homenagem à obra original e uma crítica ao mito fundacional da identidade nacional“, diz Rainieri.
– Continua Depois Da Publicidade –
Questionamento sobre o significado de ser brasileiro na contemporaneidade
“Nosso objetivo é questionar o significado de ser brasileiro no séc. XXI. Estamos trazendo à tona as múltiplas vozes que compõem a nossa identidade. Não apenas resgata a obra de Andrade, mas coloca em diálogo com as realidades enfrentadas pelas populações periféricas e urbanas hoje.“, afirma Mari Mello. Desta forma, a peça incorpora elementos da antropofagia cultural, do folclore e da oralidade. Além disto, traz referências artísticas a renomados modernistas, como Manuel Bandeira e Tarsila do Amaral. A relação com o universo das artes visuais, da performance e da música adiciona camadas de complexidade à narrativa e cria um diálogo entre passado e presente.
– Continua Depois Da Publicidade –
Ficha Técnica
Texto: inspirado na obra Macunaíma, de Mário de Andrade
Direção artística: Matheus Rainieri e Mari Mello
Realização: Oficina Estilhaça
Figurino e Maquiagem: Construção coletiva
Luz: Matheus Rainieri
Operação de áudio: Mari Mello
Assessoria de Imprensa: MercadoCom (Ribamar Filho e Victor Santos)
Informações sobre “Macunaíma”
Local: Museu da História e Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), r. Pedro Ernesto, 80, Gamboa
Data: de 28 de agosto a 11 de setembro, sextas-feiras às 19h30
Duração: aproximadamente 70 minutos
Classificação indicativa: 18 anos
Ingresso: Disponíveis pelo Instagram da Oficina Estilhaça, reservas exclusivas pelo WhatsApp (21) 97579-7368 ou no local




