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Gustavo Gasparani estreia monólogo sobre Montgomery Clift no Laura Alvim

Local:
Teatro Laura Alvim
Espetáculo Discute e Leva a Reflexão Sobre a Pressão Exercida Sobre Artistas Famosos com Relação à Sexualidade

A peça reflete sobre a opressão que a fama pode exercer numa pessoa pública, a ponto dela se perder de si mesma, tentando ser o que se espera dela.

Como Posso Não Ser Montgomery Clirt?, com texto do espanhol Alberto Conejero López e direção de Fernando Philbert, volta para uma temporada de quatro semanas no Teatro Laura Alvim. O espetáculo, encenado por Gustavo Gasparani, insere o espectador no universo particular do ator e ícone do cinema estadunidense Montgomery Clift (1920-1966). Ele se divide e se fratura entre o que esperavam dele e o que realmente era. Um dos rostos mais belos de Hollywood, o galã Clift sofria por ser obrigado a esconder a homossexualidade e atender aos anseios do público. Como muitas estrelas de sua geração, acabou entregue ao álcool e às drogas, na tentativa inútil de anestesiar seu sofrimento. A vida dele foi marcada por um trágico divisor de águas: um acidente de carro desfigurou-lhe o rosto e deixou sequelas que dificultaram seu trabalho no cinema.

A dificuldade em lidar com a voracidade da fama e com a própria sexualidade criaram um ambiente nocivo e tóxico em relação à profissão e levaram o personagem ao abismo. No entanto, a paixão por esta mesma carreira o faz emergir das suas profundezas e continuar. Quantos homossexuais vivem este paradoxo? Quantos se escondem para vencer na profissão? Se a trágica vida de Montgomery Clift puder fomentar a discussão sobre o tema e suscitar reflexão, teremos cumprido a nossa missão“, afirma o ator.

Sinopse

A peça se passa no momento em que, exausto do assédio e pressão dos meios de comunicação e da indústria cinematográfica, Clift decide abandonar o cinema. Ele retorna ao teatro para realizar o sonho de montar A Gaivota de Tchkov. Monty, como era conhecido na intimidade, enfrenta as sequelas do acidente de carro que lhe desfigurou o rosto. Além de ter de lidar com os conflitos relacionados à homossexualidade, à conturbada vida familiar e as relações com os colegas de profissão. O cenário de Natália Lana traz uma grande banheira e ela remete a um túmulo. Refletores de diversos formatos, em tripés espalhados pela cena, aludem à permanente exposição do astro. Ao redor, garrafas vazias, objetos e roupas espalhadas. O figurino de Marieta Spada apresenta o ator vestindo um smoking já em desalinho.

Ficha Técnica “Como Posso Não Ser Montgormery Clift?”

Texto: Alberto Conejero López
Tradução: Fernando Yamamoto
Direção: Fernando Philbert
Atuação: Gustavo Gasparani
Cenário: Natália Lana
Figurino: Marieta Spada
Iluminação: Vilmar Olos
Fotos: Nil Caniné e Erik Almeida
Programação Visual: Mary Paz
Participação em áudio: Claudio Gabriel, Cesar Augusto e Isaac Bernat
Direção de Produção: Cacau Gondomar
Assistente de direção: João Sena
Realização: Coisas Nossas Produções Artísticas
Assessoria de Imprensa:  JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Informações sobre “Como Posso Não Ser Montgormery Clift?”

Local: Teatro Laura Alvim, Av. Vieira Souto, 176, Ipanema
Data: de 3 a 26 de julho, sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h
Duração: 70 minutos
Classificação: 16 anos
Ingresso: Na Bilheteria do Teatro ou Clique Aqui

Cristovam Freitas

Meu nome é Cristovam Freitas. Brasileiro, sexagenário, aficcionado por literatura, cinema e principalmente teatro. Tutor de caninos e felinos. Morando em Brasília, mas com o coração enterrado no Rio de Janeiro.

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