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Espetáculo “História” ocupa o Teatro II do CCBB Rio de Janeiro

Local:
Teatro II do CCBB/RJ
Peça Trata das Memórias e da Reconstrução da História Pelas Vozes Apagadas e Reflete Sobre a Construção da História Oficial

O espetáculo dá sequência à pesquisa sobre memória, sonho e história e reflete sobre os mecanismos definidores de que relatos serão validados e quais não.

A História é a disciplina, ou a ferramenta, de que dispõe a humanidade para ter sua memória preservada ao longo do tempo. Para ter a possibilidade de olhar para trás e compreender de onde veio. Mas, quem garante sua autenticidade? Um novo sítio arqueológico descoberto e tudo pode mudar. Uma nova voz ouvida pode mudar a versão dos fatos e reescrevê-la. É o que mais testemunhamos na contemporaneidade: as vozes pretas, LGBTQIA+, indígenas e outras tantas estão reescrevendo a história. Então, fica a pergunta: quem está verdadeiramente licenciado para escrever a história? E, ainda que licenciado, quantas histórias está apagando em favor de uma única?

Esta é a chave de inscrição do novo espetáculo da Companhia Brasileira de Teatro. O espetáculo tem o sugestivo título “História” e vem refletir e se insurgir sobre os velhos mecanismos de formulação das verdades estabelecidas. Com texto construído coletivamente, a peça integra uma trilogia: “Ao Vivo, Dentro da Cabeça de Alguém” e “Sonho Elétrico“. O novo espetáculo investiga o cruzamento entre a memória individual e a coletiva. Por isto, entende que cada corpo é memória, portanto, história. Assim sendo pode, no tempo presente, criar novas memórias e agir no futuro.

Tempo de criação de memórias

Criar possibilidades de futuro, isto só será possível quando entendermos nossa capacidade de imaginar e sonhar futuros possíveis agora, em cada ação que fizermos diariamente. Esta consciência em ação traz para o centro da roda outras noções de memória. Este é o tempo de criar memória, imaginar como a vida pode ser e a fazendo acontecer apesar de todo fluxo contrário e muitas vezes impeditivo. Além disto, insiste em nos empurrar para um abismo de padronização e apagamento“, afirma Márcio Abreu.

Deste modo, o teatro se revela seguro e fértil para a investigação, porque comporta a subjetividade e o sonho. Ao traçar as memórias do elenco e equipe à imaginação, e estas duas à chamada “história oficial”, a peça corporifica não as respostas, mas as perguntas que inquietam gerações. Quantas histórias legítimas foram silenciadas em nome desta que foi alçada ao status de oficial?

Ficha Técnica “História?”

Texto Final e Direção: Marcio Abreu
Pesquisa e Criação: Marcio Abreu, Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria [companhia brasileira de teatro]
Dramaturgia: Marcio Abreu, Carolina Virgüez, Rafael Bacelar, Key Sawao, Nadja Naira, Felipe Storino, Idylla Silmarovi, Cássia Damasceno e José Maria
Textos: de Rafael Bacelar e Marcio Abreu
Criação e Performance: Carolina Virgüez e Rafael Bacelar
Direção de Produção e Administração: Cássia Damasceno e José Maria
Direção Técnica, Iluminação e Assistência de Direção: Nadja Naira
Direção Musical, Trilha Sonora Original e Performance: Felipe Storino
Direção de Movimento, assistência de direção e colaboração criativa: Key Sawao
Figurinos: Luiz Cláudio Silva | Apartamento 03
Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura
Assistência de Dramaturgia e Colaboração Criativa: Idylla Silmarovi
Assistência de iluminação: Wagner Corrêa
Contrarregras e Assistência de Produção e Arte: Taís Morgado, Kauê Mar e Emily Cristine
Design e Técnicos de Som: Gil Costa e Chico Santarosa
Adereço ‘Cabeça Rafael’: Bruno Dante
Montagem Técnica: Iuri Wander, Victor Emanuel, João Gaspary, Ricardo Barbosa, Dafne Rufino
Adereço ‘Cabeça Rafael’: Bruno Dante
Transporte: Edmilson Ferreira da Silva
Cenotécnicos: Fabiano Hoffmann, Norival Gafke, André Baliu, Heros Amâncio, Ricardo Dombroski
Coordenação e audiodescrição: Graciela Pozzobon da Costa
Audiodescrição: Maria Thalita Baptista de Paula, Rodrigo Simões Silva e Jaderson Fialho Fonseca
Apoio e recepção – audiodescrição: Aline Saldanha Rocha e Isabela Fonseca
Técnico audiodescrição: Bruno Ribeiro
Intérpretes em libras: JDL Traduções
Coordenação e Monitoria para Pessoas Neurodivergentes: Fernanda Costa
Fotos Ensaios – Etapa RJ: Nana Moraes
Fotos Ensaio – Etapa SP: Ethel Braga
Fotos do Espetáculo: Lídia Ueta
Captação e Edição de Imagens: Lídia Ueta e Allan Raffo
Programação Visual: Pablito Kucarz e Mia Fontoura
Mídias Sociais: Kalindi D’Elia
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Informações sobre “História?”

Local: Teatro II do Centro Cultural do Banco do Brasil, r. Primeiro de Março, 66, Centro
Data: de 2 a 26 de julho, quinta a sábado, às 19h e domingos à 18h
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos
Ingresso: Na Bilheteria do Teatro ou Clique Aqui

Cristovam Freitas

Meu nome é Cristovam Freitas. Brasileiro, sexagenário, aficcionado por literatura, cinema e principalmente teatro. Tutor de caninos e felinos. Morando em Brasília, mas com o coração enterrado no Rio de Janeiro.

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