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Kinho JP apresenta “Pássaros”, solo de dança sobre a realidade do negro favelado

Local:
Teatro Angel Vianna - Tijuca
Solo Cênico Dançante Faz Reflexões Sobre o Corpo Negro Periférico e a Relação com as Aves

Autor da obra, que fará apresentações gratuitas na Tijuca (RJ), fala sobre a ideia do espetáculo e sobre dar “voz aos silenciados”.

O Teatro Angel Vianna, na Tijuca, recebe o espetáculo de dança “Pássaros“. De autoria e direção artística de Kinho JP, o solo é uma produção que trata de amarras invisíveis, liberdade e identidades. Elas compõem a experiência de ser negro e favelado no Brasil. Diferente de outras peças do gênero, esta traz para o público um diferencial. Quem for à peça será convidado a fazer uma experiência sensorial.

Essa novidade que levaremos é algo raramente apresentado em espetáculos, então a primeira coisa é quebrar essa barreira. Levar o público a experimentar algo novo e mostrar que um espetáculo não é somente assistir e ver cenas. Aqueles que aceitarem a proposta de experiência sensorial poderão sentir a peça numa camada mais profunda e sensitiva. Isto torna o ato de ir assistir a um espetáculo algo marcado não só na memória, mas também no corpo“, explica o artista.

Idealização do espetáculo em função de atravessamentos comunitários

A ideia do primeiro solo do artista surgiu depois de sete anos sabáticos dele na cena cultural. Durante esse período, trabalhou como mototáxi e por aí começou a desenvolver o projeto. A idealização da produção veio dos “atravessamentos” que ele e outros moradores da comunidade passam diariamente. Esta questão levou o artista a elaborar o espetáculo de forma a possibilitar ao público a reflexão sobre as condições enfrentadas pelos favelados quando nascem, vivem e morrem. Nas palavras de Kinho, a performance é “sobre dar voz aos silenciados“.

Acredito que ‘Pássaros’ servirá para muitas pessoas que também gostaria de falar sobre o tema, mas não sabem como. Ou ainda, que não têm a oportunidade que estou tendo. Porém, além disso, ela serve muito para mim. Como artista, eu precisava de um trabalho como este. Este projeto representa resgate, pois, de fato, me resgatou“, afirma o diretor. “Espero que o público receba o espetáculo de mente e ouvidos abertos, porque a abordagem exige muita autocrítica, reflexão e empatia“, complementa.

A escolha do nome se deve à similaridade entre humanos e aves

Kinho explica que o nome é uma referência às similaridades entre os seres humanos e essas aves. Essas semelhanças serão abordadas em cena por meio da dança. O processo de criação tem como ponto de partida o corpo periférico, alocado no espetáculo na função de figura principal. Além da relação com o nome, o cenário também é ambientado em prol da relação ser humano-ave. Por conseguinte, as gaiolas entram como complementação à imagem que o artista quer passar. A escolha é para explorar o imaginário do público e fazê-los refletir sobre os engaiolamentos que os cidadãos periféricos enfrentam no dia a dia.

Sinopse

Pássaros é uma performance solo de dança contemporânea do proeminente artista carioca Kinho JP. Ele se propõe a explorar as complexidades da experiência negra e periférica na cena contemporânea. É um convite à reflexão sobre a liberdade, as amarras invisíveis e as identidades que compõem a experiência de ser negro e favelado no Brasil.

Ficha técnica

Idealização, Direção artística e Intérprete: Kinho JP
Assistente Direção: Wagner Cria 
Dramaturgia: Michel Cordeiro 
Preparação Corporal: Mirian Miralles
Cenografia: Maurício Rodrigues 
Iluminadora e Operação de Luz: Tainã Miranda
Figurinista: Netto
Trilha sonora: Denyell
Coordenação de Produção: Rafael Fernandes 
Produção Executiva e de Conteúdo: Paulla Mello  
Operação de Som: Mar Zenin
Cenotécnica: Rita Valentim 
Intérpretes de Libras: Sheila Martins e Andréia Oliveira
Designer e Fotógrafo: Charles Pereira
Filmmaker: Luiz Guilherme Guerreiro
Assessoria de Imprensa: MercadoCom (Ribamar Filho e Victor Santos) 
Gestão: Quafá Produções

Informações “Pássaros”

Local: Teatro Angel Vianna, Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, r. José Higino, 115, Tijuca
Datas: de 24 a 26 de abril, sexta e sábado às 19h e domingo às 18h
Classificação: 16 anos
Duração: 40 minutos
Ingressos: Compre Aqui

Cristovam Freitas

Meu nome é Cristovam Freitas. Brasileiro, sexagenário, aficcionado por literatura, cinema e principalmente teatro. Tutor de caninos e felinos. Morando em Brasília, mas com o coração enterrado no Rio de Janeiro.

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