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Anna Maria Maiolino apresenta a performance KA no Museu do Amanhã

Local:
Museu do Amanhã
A Performance é Uma Realização da Galeria Luisa Strina em Parceria Com o Museu do Amanhã e Patrocínio do BNDES.

A artista leva ao Balanço Terra do Museu do Amanhã, a versão atualizada da obra Entrevidas, de 1981, transformando a performance em um manifesto poético-político contra a violência contemporânea.

Anna Maria Maiolino, artista ítalo-brasileira, faz apresentação única da performance KA, no Balanço Terra, Átrio do Museu do Amanhã. A obra é uma releitura da histórica Entrevidas, de 1981, e foi concebida em 2025, em virtude da reinauguração do Vão Livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Neste ano, esteve na abertura da exposição Terra Poética, individual da artista, inaugurada em março no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, Portugal. 

KA incorpora um gesto ancestral

Em KA, a artista, membros de seu estúdio e artistas cariocas convidados caminham sobre um território repleto de ovos. Eles incorporam esse gesto ancestral das mãos levantadas, um símbolo que atravessa milênios, da Antiguidade clássica aos conflitos contemporâneos, como sinal de rendição, desarmamento e busca por misericórdia. O título da obra remete ao conceito egípcio que representa a força vital e o espírito, simbolizado por um hieróglifo de braços erguidos que denota acolhimento e conexão.

Ao utilizar essa linguagem corporal, Maiolino transforma a performance em um manifesto poético-político contra a violência contemporânea. Esse gesto abrange desde as guerras globais até a insegurança cotidiana de metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo. Dessa forma, a obra reafirma sua origem política na década de 1980, quando surgiu como um repúdio à tortura e uma celebração da vida durante a abertura democrática no Brasil. Agora retorna como um clamor urgente pela paz e pelo desarmamento universal.

KA integra o programa Brasil do Amanhã, que ao longo de 2026 será desenvolvido pelo Museu do Amanhã. O intuito é examinar a democracia com perspectivas complementares: a ordem global, a crise da verdade, a soberania territorial e a disputa cultural da memória. No mesmo dia, às 10h, o Museu recebe o debate “Democracia e poder global: extremismos, soberania e o fim do multilateralismo?” com Monica Herz (PUC-Rio), Christian Lynch (IESP-UERJ) e Josué Medeiros (UFRJ, OPEL e CartaCapital).

Sobre Anna Maria Maiolino

A obra de Anna Maria Maiolino, uma das principais artistas contemporâneas em atividade, se caracteriza pela experimentação contínua em múltiplas linguagens, da escultura à instalação, do desenho à performance. As peças abordam temas como identidade, linguagem, corpo e exílio. Sua produção articula o íntimo e o político, revelando uma poética densa e sensível, aberta à interpretação e impregnada de experiência.

Nascida na Itália em 1942, Maiolino viveu na Venezuela antes de se radicar no Brasil, onde integrou movimentos cruciais da arte brasileira, como a Nova Figuração e a Nova Objetividade. Estudou gravura no Rio de Janeiro e, entre 1968 e 1971, aprofundou sua pesquisa em técnicas gráficas no Pratt Graphic Center, em Nova York. A partir dos anos 1980, desenvolve uma linguagem própria por meio do gesto e da matéria, em especial o barro, em obras que reafirmam a presença como resistência.

Anna Maria Maiolino apresenta a performance KA no Museu do Amanhã

Anna Maria Maiolino

Informações

Local: Balanço Terra/ Átrio • Museu do Amanhã – Praça Mauá, 1 – Centro
Data: Dia 7 de maio – 15h
Ingresso: Entrada Gratuita

Equipe de Redação

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