O monólogo revela as descobertas do multiartista, que explora a cultura do apagamento no Brasil como parte de seu rito de passagem profissional.
Não foi preciso mais que uma temporada para que Edson conquistasse de vez os corações do público e da crítica. Tanto que, pelas duas curtas temporadas de estreia, o solo escrito, dirigido e interpretado por
Matheus Macena, arrebatou cinco indicações ao 37º Prêmio Shell de Teatro.
Desta vez, porém, Matheus se depara com uma dupla indicação à categoria de Melhor Ator, pela temporada de estreia no Rio de Janeiro e pela de São Paulo. Somam-se a essas duas a de Melhor Dramaturgia (Matheus Macena |RJ), Melhor Música (Pedro Nego |RJ) e Melhor Cenário (Bidi Bujnowski |RJ).
“Saber que nosso trabalho tão suado toca no coração das pessoas e, para além disso, está alçado aos melhores do ano, é muito gratificante. O que essas grandes premiações representam é a continuidade e a manutenção de um trabalho que começou independente, autoral, sem patrocínio e dentro de uma linguagem contemporânea. Eu espero mesmo que essas cinco indicações deem para nossa peça uma boa e longa expectativa de vida!”, vibra Matheus
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Um monólogo sempre atual
Ao encenar esse monólogo pela primeira vez e se autodirigir, Matheus interroga o fenômeno da tragédia brasileira e suas repetições históricas. No espetáculo escrito, dirigido e interpretado por Matheus, o diretor musical e guitarrista Pedro Nego, também indicado ao Prêmio Shell, costura melodicamente a cena. Os vestígios da factual morte de Edson Luís de Lima Souto, jovem estudante secundarista assassinado pela ditadura militar em março de 1968, enfrentam possíveis ficções do que poderia ter sido a vida da família Lima Souto e de Edson Luís.
Após lotar suas sessões de estreia no Rio de Janeiro, na capital paulistana não foi diferente.
“São Paulo é um polo de intelectualidade da criatividade. Para além de lotarmos a temporada, nossa peça teve oportunidades incríveis. Encontramos e debatemos com reais sobreviventes da tortura e da censura. Colocamos o espetáculo no centro das discussões nacionais e no espelho da vida real, e nesse encontro explodiu uma punção de memória incrível! São Paulo já havia me abraçado com outros espetáculos, como nas peças ‘Caranguejo Overdrive‘ e ‘Encantado’… Mas com o ‘EDSON’ eu retornei à cidade com total controle criativo da minha obra”, reflete Matheus.
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Ficha Técnica “Edson”
Direção, Dramaturgia e Atuação: Matheus Macena
Figurinista e Cenógrafa: Bidi Bujnowski
Direção Musical e Músico: Pedro Nego
Diretor Técnico e Iluminador: Gabriel Prieto
Projeto Gráfico: Nina Bruno Malta
Fotografia: Lucas Nogueira
Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Comunicação
Direção de Produção: Corpo Rastreado
Produção Local: Helena Panno
Produção Executiva: Gisely Alves
Informações “Edson”
Local: Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa – Rua Prudente de Moraes, 824
Data: 09 de outubro a 1º de novembro • Sexta-feira e Sábado – 20h • Domingo – 19h
Classificação Indicativa: 16 Anos
Duração: 75 minutos
Ingresso: Clique Aqui




