Uma prática que atravessa pintura, teatro e experimentação e articula memória, natureza e processo artístico.
A prática artística de Luiza Gottschalk se constrói na intersecção entre pintura, teatro e experimentação. Ela nasceu em São Paulo e se criou na Serra da Mantiqueira. Cresceu cercada pela paisagem natural, experiência que se tornou uma matriz sensível de sua produção. “Crescer na Mantiqueira moldou completamente meu olhar. A natureza sempre foi um espaço de observação e escuta Isto aparece na forma como as imagens surgem nas minhas pinturas, por meio de camadas de cor, transparências e fluxos orgânicos“, afirma a artista.
A trajetória de Luiza nas artes vem de longa data. Começou ainda muito jovem pelo teatro, por cerca de dez anos foi integrante do grupo Os Satyros. Esta companhia é uma das mais relevantes do teatro contemporâneo brasileiro. Nele, além de atriz, atuou como diretora, cenógrafa, produtora e professora. No ambiente intenso do teatro de grupo, desenvolveu uma visão expandida da criação artística. Nela, diferentes linguagens convivem e se contaminam.
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Mesmo mantendo a atividade teatral, passou a investigar as artes plásticas
Aos 23 anos, seu trabalho já era mais norteado pela produção plástica, depois de ter ingressado em Artes Plásticas na FAAP. Iniciou um processo mais estruturado de experimentação pictórica. Ainda mantendo sua atuação no teatro, passou a desenvolver uma linguagem própria em pintura. Esta era marcada a partir da ação do tempo e da repetição dos gestos.
O diálogo entre as duas linguagens artísticas se manifestou de forma emblemática em 2016, quando realizou sua primeira exposição individual. Ela ocorreu dentro do próprio espaço do teatro “Os Satyros“. A mostra apresentou um conjunto de pinturas que já apontavam para a relação entre imagem, espaço e presença. Estas questões sempre atravessaram sua obra, tanto no teatro quanto nas artes visuais.
Investigação artística sobre paisagem, processo e experiência sensorial
Nesta mostra, Luiza reúne um conjunto de pinturas inéditas e aprofunda a investigação da artista sobre paisagem, processo e experiência sensorial. O Sol é a força simbólica que atravessa esta produção. Nova Iorque é o segundo destino de SOL, que segue seu itinerário para o terceiro continente com propostas desenhadas em Pequim. Simon Watson é o curador, reconhecido pela promoção de diálogos entre artistas brasileiros e o circuito global.
“SOL não é apenas uma exposição, é uma jornada, uma instalação que toca as pessoas a partir da metáfora do sol como vibração da vida. A exposição conecta elementos presentes em projetos recentes da artista e cria um ambiente onde pintura, espaço e percepção se encontram“, afirma o curador. Tito Ficarelli, do ARKITITO, desenhou o espaço de apresentação das obras. Ele foi especialmente desenvolvido para o projeto, com paredes em tons profundos. Estes remetem à densidade da floresta tropical. além disso, um piso metálico dourado traz o brilho solar para o espaço expositivo.
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Informações SOL, de Luiza Gottschalk
Local: SLAG & RX, 522 W, 19th Street, Nova York
Data: Até 16 de maio, terça a domingo, de 10h às 13h e de 14h às 18h
Entrada Franca




