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Vienen por Mí em fevereiro no CCBB

Local:
CCBB Rio
Um Texto Sobre a Vida das Pessoas Transgênero

Vienen por Mí, uma peça escrita por uma travesti e interpretada por outra, é um solo teatral que estreia em fevereiro no CCBB Rio.

O projeto conta com patrocínio do Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Escrito pela dramaturga chilena Claudia Rodriguez e dirigido por Janaína Leite, o espetáculo é um convite a contestar as autoridades, de forma plural e cênica, mas utilizando metáforas que integram o corpo travesti em linguagens como poesia, performance, monólogo e stand-up.

Dividido em quatro atos, o texto explora um ensaio inesgotável entre arqueologia, maquiagem e filosofia travesti. “Falar sobre pessoas trans é quase sempre falar sobre violência – física, psicológica ou verbal. A peça constrói uma biografia travesti diferente das que aparecem em obituários. É sobre uma travesti escrevendo sua história enquanto vive, e isso é tudo que importa”, ressalta Fábia Mirassos.

Embora Vienen por Mí não seja autobiográfica, a atriz admite que a peça atravessa suas vivências ao abordar como é ser travesti. “Percebi, com o texto da Claudia, que as travestis são tratadas no Chile da mesma forma que no Brasil, e provavelmente no mundo todo. É utópico — mas possível — usar o teatro para tornar travestis visíveis como pessoas, além dos estigmas de violência e violações”, reflete Fábia.

Janaína Leite é referência nesse campo teatral e propõe uma encenação minimalista, com o público próximo à cena. A montagem explora espelhamentos e contrastes entre texto e experiências pessoais da atriz.

“Apesar dos temas urgentes e inquietantes, a peça não é denuncista. A ideia é trazer delicadeza ao discurso da transexualidade e abordar questões universais como desejo, alegria, humor e potência”, explica a diretora. Janaína também incorpora um tom ambíguo ao unir as vozes de Claudia e Fábia. “São corpos-manifestos que dialogam entre tensões e contradições, somando as perspectivas de duas pessoas trans de países diferentes.”

“A peça é um mosaico de narrativas que constrói uma biografia LGBTQIAP+ e ocupa um espaço de fala que nos foi negado por muito tempo. É sobre dizer por quem ainda não havia dito nada”, conclui Fábia.

Idealização e Performance: Fábia Mirassos
Texto: Claudia Rodriguez
Tradução: Carol Vidotti e Malu Bazan
Direção: Janaína Leite
Assistente de Direção: Emilene Gutierrez
Colaboração Artística: Carol Vidotti
Desenho e Operação de Luz: Henrique Andrade
Desenho de Luz Original: Aline Santini
Sonoplasta: Ultra Martini
Visagismo: Fábia Mirassos
Concepção de Figurino: Amanda de Moura e Fábia Mirassos
Confecção de Figurino: Amanda de Moura e Adriana Vianna
Direção de Arte e Design Gráfico: Renan Marcondes
Áudios em Off: Claudia Rodriguez, Ave Terrena, Renata Carvalho e Maria Leo Araruna
Intérprete de LIBRAS: Diana Dantas – Florlibras Produções, Eventos e Acessibilidade Ltda
Fotos e Vídeos: Hugo Faz
Assessoria de Imprensa: Lyvia Rodrigues | Aquela Que Divulga
Produção Local: Samantha Anciães
Produção Executiva: Gustavo Sanna
Direção de Produção: Carol Vidotti 

Data: 5 de Fevereiro a 2 de Março • De Quarta a Sábado – 19:00 h • Domingo – 18:00 h
Duração: 50 minutos
Classificação: 16 anos
Ingresso: Compre Aqui

Cristovam Freitas

Meu nome é Cristovam Freitas. Brasileiro, sexagenário, aficcionado por literatura, cinema e principalmente teatro. Tutor de caninos e felinos. Morando em Brasília, mas com o coração enterrado no Rio de Janeiro.

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