A peça é livremente inspirada no livro “O Olho do Crocodilo”, da filósofa Val Plumwood, que viveu uma experiência de quase morte.
Fera é uma idealização da atriz Carolina Ferman, também coautora do texto ao lado da diretora Natasha Corbelino. A peça investiga e dilata o instante em que a personagem atacada encara o crocodilo nos olhos e compreende sua fragilidade diante dele e da natureza. Nesse espaço-tempo expandido, acontece o encontro entre personagem e atriz; relato e ação; lucidez e delírio. Além disso, aborda temas urgentes: a crise ambiental, o protagonismo feminino nas artes, a relação entre corpo e tecnologia.
A ideia deste trabalho surgiu para Carolina durante a leitura de outra obra “Escute as Feras“, de Natasha Martin. Neste livro, a autora relata o ataque que sofreu de um urso. Naquele momento, a atriz vivia o puerpério e experimentava, por meio da relação mãe-bebê, a própria animalidade. Assim, sentiu o ímpeto de buscar histórias que falassem sobre essa alteridade: o encontro selvagem de uma mulher com um outro. E assim chegou a “O Olho do Crocodilo“.
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Embate entre a fera e a mulher vulnerável
“Essa história me tocou porque fala sobre vulnerabilidade extrema. Não é uma metáfora, é uma história real, é um testemunho de uma filósofa ambientalista que pensava a natureza e acabou tendo esse encontro cru, selvagem com um crocodilo. No começo me sentia muito louca de ter ficado tão obcecada com uma mulher que foi atacada por um crocodilo e sobreviveu. Sonhava com esse rio, essa canoa, essa luta entre espécies. Nesse momento, eu estava vivendo intensamente o início da maternidade, uma relação muito simbiótica com a minha filha. Fui entendo que essa história que tinha me capturado de forma tão visceral, era na verdade sobre um grande acontecimento que divide a vida entre ‘antes e depois’, e diante dele precisamos nos colocar num estado de renascimento.”, reflete a atriz.
Sinopse
Durante um passeio de canoa, uma mulher vive uma experiência de quase morte ao ser atacada por um crocodilo. Numa fusão de lucidez e delírio, o instante entre vida e morte é dilatado poeticamente para refletir sobre a fragilidade humana e sua relação com a natureza.
Ficha Técnica
Idealização e Atuação: Carolina Ferman
Dramaturgia: Carolina Ferman e Natasha Corbelino
Direção: Natasha Corbelino
Direção de Movimento: Georgia Tonus
Direção de Libras: Claudia Chelque
Sonografia: Felipe Storino
Iluminação: Fernanda Mantovani
Fotos: Levi Meileres
Arte Gráfica: Thiago Ristow
Assistência de Produção: Aline Garrido
Realização: Ferman Produções
Produção: Corpo Rastreado
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany
Informações FERA
Local: Teatro Poeirinha, r. São João Batista, 104, Botafogo
Data: de 10 de fevereiro a 22 de abril, terças e quartas às 20h
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos
Ingressos: Compre Aqui




