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ELIPSE em cartaz no Teatro Dulcina parte da pergunta: O que sustenta o teatro?

Local:
Teatro Dulcina
A Peça Investiga o Fazer Teatral e Dá Centralidade aos Trabalhadores da Cena

O Teatro Dulcina, espaço da Funarte no Centro do Rio, recebe ELIPSE, nova criação da Definitiva Cia. Teatro, que celebra 18 anos.

O grupo carioca celebra 18 anos de trajetória este ano. Eleonora Fabião, atriz, pesquisadora e professora se inspirou em seu entendimento sobre corpo e estado cênico para elaborar o espetáculo. Ele investiga a presença a partira da construção e desconstrução de cenas e expõe ao público questões imprescindíveis no fazer teatral. São elas os processos, decisões e operações desta atividade.

Livs escreveu e encena e Jefferson Almeida dirige esta peça que confronta o palco em sua materialidade. Isto porque expõe chão de madeira, varas elétricas refletores por afinar, mesa de luz, cabos, poeira e silêncio. A cabine de operação ocupa o centro da ação e tudo nasce do gesto visível de trabalho.

A peça revela não apenas o resultado, mas o percurso

Ao montar e desmontar cenas, Elipse revela não apenas o resultado, mas o percurso, as escolhas, erros, hesitações e ajustes. O que normalmente se oculta, o ensaio, a dúvida, a afinação e o risco, tornam-se matéria dramatúrgica. Para Jefferson Almeida, a peça é uma declaração de amor crítica ao teatro. “É também um gesto político. Ao iluminar os trabalhadores da cena, técnicos, operadores, contrarregras, produtores e bilheteiros, o espetáculo evidencia a engrenagem humana sustentadora da magia“, afirma.

A obra dá continuidade ao Exercício de Atuação, linha de pesquisa iniciada em 2021, voltada à presença do ator e ao jogo como dispositivo de criação cênica. Dessa investigação, resultaram Princípio da Incerteza e O Susto, ambos de 2023. Para este trabalho, a figura da elipse, que sugere órbita, é a estrutura: o espetáculo orbita o teatro para falar dele. Isto porque suprime certezas para revelar processos, desloca o olhar do espectador do produto em direção ao trabalho. Assim, do acúmulo técnico emerge a poesia, do vazio da caixa cênica, o ofício.

Ficha Técnica

Dramaturgia, atuação, iluminação e operação de luz: Livs
Direção: Jefferson Almeida
Direção musical: Renato Frazão
Direção de arte: Arlete Rua – Cromático Produções
Assistência de direção: Luiz Filipe Carvalho
Preparação de elenco: Daniel Chagas
Artistas colaboradores: Betho Guedes, João Vitor Novaes, Marcelo de Paula,
Paula Sholl e Tamires Nascimento
Operadora de som: Maria Clara Coelho
Técnicos de montagem: Giu Del Penho e Luiz Paulo Barreto
Programação visual: Davi Palmeira
Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues – Aquela Que Divulga
Foto e vídeo: Coité Produção Audiovisual
Acessibilidade em LIBRAS: Thamires Alves Ferreira
Contabilidade: VOX Contábil
Assistência de produção e gestão de mídias sociais: Higor Nery
Direção de produção: Tamires Nascimento

Informações “Elipse”

Local: Teatro Dulcina, r. Alcindo Guanabara, 17, Cinelândia
Data: até 30 de abril, quartas e quintas às 19h
Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 55 minutos
Ingressos: Clique Aqui

Cristovam Freitas

Meu nome é Cristovam Freitas. Brasileiro, sexagenário, aficcionado por literatura, cinema e principalmente teatro. Tutor de caninos e felinos. Morando em Brasília, mas com o coração enterrado no Rio de Janeiro.

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