A peça transforma em cena as experiências atravessadas pelo movimento, pela musicalidade e pelas vivências das periferias cariocas.
A montagem traz uma visão abrasileirada do corpo em movimento e da boca como princípio criador: come o que precisa, cospe o que quiser. Não responde à espera de ninguém, nem devolve o mundo limpo. “BOCA surge como desdobramento de pesquisas, vivências de cria e trocas dentro do Grupo Corre. A peça se constrói a partir da vontade de organizar essas experiências numa linguagem cênica. Além disso, de nomear essa fome de existir, falar e dançar“, destaca Celly IDD, diretora do espetáculo.
A obra dialoga diretamente com a cena do funk carioca, especialmente com o “Passinho Foda“, que já ganhou destaque em documentário da Netflix. As referências de “BOCA” também atravessam culturas como afro, vogue e hip hop, mas têm origem na diversidade popular brasileira, passando pelo fevo, pela capoeira e pelas escolas de samba.
O funk como movimento acima da moral e da ilusão do bem e do mal
Em cena, cada corpo carrega sua trajetória, favela e identidade em constante transformação. Na dramaturgia, urgência, repetição e excesso não aparecem como desordem, mas como princípio organizador da cena. Além disso, o funk aparece como prática de mundos: indisciplinada, rítmica, coletiva, acima da moral e da ilusão do bem e do mal. Ele, assim como Exu, é a boca que tudo come. A montagem aposta na identificação e no impacto direto do corpo em cena. Assim, desperta sensações e questionamentos que seguem para além do espetáculo.
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Informações “BOCA”
Local: Mezanino do Sesc Copacabana, r. Domingos Ferreira, 160, Copacabana
Data: de 14 a 17 de maio – quinta e sexta às 20h30; sábado e domingo às 19h30
Duração: 50 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos
Ingresso: Compre Aqui




