Iniciativa da WBD Access voltada à aceleração de carreira de talentos negros no audiovisual escolhe 10 documentaristas para desenvolvimento de projetos.
A Warner Bros. Discovery anunciou os 10 participantes selecionados para a terceira edição de um importante programa. Trata-se do “Narrativas Negras Não Contadas – Black Brazil Unspoken“. Esta iniciativa se volta ao desenvolvimento e aceleração de carreira de documentaristas da comunidade negra no Brasil. O programa reforça o compromisso com a ampliação da diversidade de vozes no audiovisual nacional. Isto impulsiona histórias ainda pouco exploradas e fomenta o desenvolvimento de novos talentos.
Ao todo, foram 596 projetos inscritos de diferentes regiões do País. Após um criterioso processo de seleção, a organização escolheu os participantes que se destacaram pelo potencial criativo. Ela levou em consideração ainda a relevância das narrativas e a conexão com o público brasileiro. Entre os critérios considerados, destacam-se o foco em projetos documentais, o alinhamento com as plataformas e marcas da Warner Bros. Discovery. Além disso, o perfil dos candidatos, profissionais com experiência prévia no audiovisual, mas que ainda não tenham assinado a direção de projetos de grande porte.
Jornada de desenvolvimento por dois meses
Os selecionados passaram por uma jornada de desenvolvimento com duração de dois meses. Ela incluiu mentorias, oficinas e acompanhamento especializado com profissionais da indústria e executivos da WBD. Ao final do programa, os projetos são avaliados por uma banca de especialistas do setor audiovisual e 3 deles são selecionados para produção e exibição na plataforma de streaming HBO Max e no canal HBO.
“Chegar à terceira edição do programa Narrativas Negras Não Contadas – Black Brazil Unspoken reforça nosso compromisso contínuo com a criação de oportunidades concretas para novos talentos no audiovisual. Mais do que desenvolver projetos, buscamos impulsionar carreiras e ampliar o espaço para histórias novas e fundamentais para refletir a diversidade e potência das narrativas brasileiras“, comenta Adriana Cechetti, diretora sênior de produção de conteúdos de não-ficção da WBD.
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Confira a lista dos 10 selecionados previamente:
Representantes do Nordeste
- Dominic Tomi (Teixeira de Freitas, BA)
Artista plástico, cineasta, professor e produtor cultural do extremo sul da Bahia, Dominic Tomi constrói sua trajetória na intersecção entre audiovisual, artes visuais, memória e território. Pessoa transmasculina, de origem tupinambá e afrodescendente, desenvolve trabalhos voltados à afirmação de dissidências de gênero, raça e pertencimento. Formado em Artes pela UFSB, é idealizador do PotransBA, iniciativa dedicada à visibilidade de pessoas trans e não bináries na Bahia. - Juliana Bispo (Salvador, BA)
Artista multidisciplinar, produtora cultural e audiovisual, Juliana Bispo é licenciada em Teatro pela UFBA e idealizadora da Dourada Produções. Atua como arte-educadora, fotógrafa e artesã, com foco em narrativas afro-brasileiras. Seu trabalho investiga temas como memória, ancestralidade, subjetividade e as experiências de mulheres negras. - Luana Avelar (Salvador, BA)
Realizadora audiovisual, roteirista e diretora, Luana Avelar é bacharelanda em Cinema e Audiovisual pela UFRB. Seu trabalho transita entre ficção e documentário, explorando relações entre corpo, memória e cotidiano a partir de uma abordagem autoral. Dirigiu e roteirizou os curtas 369 (2020) e Um Dia de Negão (2024), além de atuar em produções independentes. Integrou o SONatório e o GEPDOC, experiências que marcam sua formação no cinema. - Luiz Fellipe Paixão (Aracajú, SE)
Cineasta sergipano, natural do povoado Tabocas, Luiz Fellipe Paixão é formado em Cinema e Audiovisual pela UFS. Atua como diretor, roteirista e diretor de arte, com foco no cinema negro, periférico e de base comunitária. É integrante da APAN e membro fundador do coletivo Agora Seremos, onde desenvolve projetos voltados a território, memória e identidade.
Representantes do Sudeste
- Emanuelle Lima (São Paulo, SP)
Manu Lima é roteirista e profissional de comunicação, formada em Cinema e Audiovisual pela ESPM. Atua em produção, escrita criativa e estratégia de conteúdo, desenvolvendo projetos que exploram temas como identidade, pertencimento e relações afetivas. Teve o curta O Ilu e Eu selecionado para o Festival de Cultura Inglesa (2025) e integrou a equipe de produção do documentário Vou Tirar Você Desse Lugar (2025). - Gabriele Roza (Rio de Janeiro, RJ)
Comunicadora e mestranda em Cultura e Territorialidades pela UFF, Gabriele Roza pesquisa cultura visual e representações negras no projeto Arquivo da Alegria Negra. Codirigiu o curta-documentário Enraizadas (2019) e o podcast narrativo Filhos da Diáspora (2020–2023). Como jornalista, atuou em veículos como Agência Pública, data_labe e TV Globo, além de colaborações com UOL e Cultne TV. É cofundadora e conselheira do movimento Mulheres Negras Decidem. - Luccas Araujo (São Carlos, SP)
Ator, diretor e tradutor-intérprete de Libras, Luccas Araújo desenvolve pesquisas e criações a partir do corpo, da visualidade e da translinguagem. Atua com teatro e cinema, com foco em acessibilidade, protagonismo surdo e práticas anticapacitistas. Seu trabalho integra processos artísticos, pedagógicos e de produção cultural, articulando criação contemporânea e engajamento social. - Matheus Lopes (Rio de Janeiro, RJ)
Carioca, Matheus Lopes tem 20 anos e é estudante de Estudos de Mídia, com ênfase em cinema e audiovisual, pela PUC-Rio. Já realizou filmes universitários e cursos de formação na área, além de ter sido selecionado para um laboratório audiovisual voltado a estudantes bolsistas e cotistas. Desenvolve projetos alinhados à sua formação acadêmica e interesse pelo cinema contemporâneo. - Tulani Nascimento (São Paulo, SP)
Publicitária, realizadora audiovisual e produtora cultural, Tulani Nascimento atua na intersecção entre imagem, palavra e memória. Pós-graduada em Administração em Indústrias Culturais pela Universidade de Valladolid (Espanha), construiu trajetória no cinema com foco em criação e impacto social. Assina a produção executiva do filme A Escuta e já atuou como professora na SALCINE. - Victória Sales (São Paulo, SP)
Fotógrafa e assistente de câmera, Victória Sales atua no audiovisual desde 2016. Formada em Biblioteconomia pela UNESP e em Comunicação Visual pela ETEC, participou da curadoria e do still da exposição Diafragma: luz, expressão, em parceria com o Instituto Moreira Salles. É integrante da APAN e do coletivo DFIB, voltado a mulheres e dissidências de gênero no departamento de fotografia audiovisual. Seu trabalho explora imagem, narrativa e representatividade.




