Com patrocínio da Ternium, primeira edição da iniciativa reuniu mais de 600 estudantes de escolas públicas de Sepetiba.
A poesia falada se tornou ferramenta para discussões importantes. Elas envolvem racismo, intolerância religiosa, desigualdade social, pertencimento e sonhos para o futuro. Isto aconteceu na batalha final do SLAM nas Escolas, ocorrida na Escola Técnica Roberto Rocca, em Santa Cruz. O Instituto Territórios Diversos, com patrocínio da Ternium, promoveu o evento e ele reuniu estudantes finalistas de duas escolas públicas de Sepetiba. Foi uma celebração da literatura, da cultura periférica e do protagonismo juvenil.
O projeto foi desenvolvido na Escola Municipal Ginásio Emilinha Borba e na Escola Municipal Professor Neemias Rodrigues de Mello. Ele levou oficinas de escrita criativa, poesia falada, comunicação e expressão corporal a mais de 600 estudantes. Ao longo das atividades, os alunos participaram de batalhas classificatórias até chegarem à etapa decisiva, que reuniu 6 finalistas, sendo 3 de cada escola. o SLAM estimula a escrita autoral e transforma experiências pessoais em expressão artística. Mais do que uma competição, a final revelou o olhar dos adolescentes sobre questões que atravessam o seu cotidiano. Além disto, mostram como a arte pode ser uma ferramenta de reflexão, identidade e transformação social.
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Racismo, intolerância religiosa, desigualdade social e identidade periférica entre outros temas
No palco, cada apresentação trouxe uma perspectiva diferente. Racismo, intolerância religiosa, desigualdade social, identidade periférica, religiosidade, autoestima e orgulho do território foram alguns dos temas que emocionaram o público. Ana Beatriz da Silva, adolescente, escolheu falar sobre fé, ancestralidade e amor próprio. Em sua apresentação, destacou a força da religiosidade como instrumento de resistência e acolhimento: “Com a dor, encontrei o axé, que é tão julgado pelo povinho puritano. Nele aprendi a ter amor próprio, maturidade, responsabilidade e o mais importante: o amor pelo próximo. Com meus guias, aprendi que a sua opinião eu não transformo em dor, mas em motivação para ser uma pessoa melhor a cada dia que passa“.
Já Beatriz Costa, também adolescente, emocionou a plateia ao transformar em poesia as desigualdades vividas por jovens da periferias. Com o verso “Dá raiva, dá tristeza, mas vou falar: quando você nasce na Zona Sul, você sente que vai ter mais escolhas, mais oportunidades. Quando você nasce na comunidade, a realidade é outra, você se sente inferior, você até se pergunta se ali é o seu lugar. Na apresentação decisiva, ela voltou a falar sobre identidade e orgulho das próprias origens. Com o poema “Sigo no trampo focada, firme e forte e nunca pensando em como dar o bote. E sim, sou preta, sou favelada e é isto que me deixa forte.”
Compromisso da Ternium com o fortalecimento do desenvolvimento local
A realização da etapa decisiva na Escola Técnica Roberto Rocca marcou a primeira atividade cultural aberta à comunidade promovida no espaço. Isto reforçou a vocação da escola não só como um centro de formação de jovens, mas também como um ambiente de cultura, convivência e integração. Para a gerente de relações com a comunidade da Ternium, Mayara Oliveira, a iniciativa traduz o compromisso da empresa com o fortalecimento do desenvolvimento local. Faz isto por meio da educação, da cultura e da valorização dos talentos da região.




