Com 38 filmes, programação reúne clássicos do Cinema Novo, obras raras restauradas, debates, curso gratuito e leitura dramática em merecida homenagem ao ator veterano.
O Centro Cultural do Banco do Brasil RJ apresenta a “Mostra Pitanga“, maior retrospectiva cinematográfica já realizada sobre a trajetória do ator, diretor e ícone do Cinema Novo Antônio Pitanga. Ao longo de quatro semanas, o público assistirá, gratuitamente, a 38 filmes. São longas, médias e curtas-metragens, que atravessam diferentes momentos do cinema brasileiro. Além disto, ajudam a contar a história de um dos artistas fundamentais para a consolidação do protagonismo negro nas telas do País.
Camila Pitanga e Thiago Ortman são os curadores da programação que reúne sessões comentadas, debates, curso gratuito, leitura dramática e um catálogo inédito da mostra sobre a carreira do homenageado. Lúdica Produções idealizou o projeto, sob a coordenação-geral de Diogo Cavour e produção executiva de Ana Gabriela Dickstein. A retrospectiva revisita obras centrais do Cinema Novo, movimento do qual Pitanga foi um dos rostos mais marcantes. São eles: “Barravento“, de Glauber Rocha, “Ganga Zumba” e “A Grande Cidade“, de Cacá Diegues, bem como “O Pagador de Promessas“, de Anselmo Duarte.
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Destaque ao papel do artista como elo entre gerações
Para a curadoria, a escolha dessas obras busca destacar o papel de Pitanga como um elo entre gerações. “Meu pai é um ator contemporâneo e um pilar do cinema brasileiro. Ele tem essa vivência de tradição e de um cinema disruptivo, um cinema de invenção. Além disto, vem acompanhando a nossa história. A intenção foi fazer essa ponte entre o legado que se inaugura no Cinema Novo e o hoje. Isto cria um diálogo também com a cinematografia contemporânea“, pontua Camila Pitanga.
O percurso também joga luz sobre títulos raros da filmografia do ator, como o curta-metragem “Colagem“, de David Neves, o longa “Uma Nega Chamada Tereza“, de Fernando Coni Campos, com participação especial de Jorge Benjor, e ainda o contemporâneo “Bom Dia, Eternidade“, de Jogério Moura. Alem destes, serão exibidos em versões restauradas em 4K, “A Grande Feira” e “Tocaia no Asfalto“, do cineasta baiano Roberto Pires, precursor do Cinema Novo.
Pitanga, diretor e protagonista de uma história do cinema brasileiro
Entre os destaques da retrospectiva está “Malês“, que recebeu o Troféu Jangada de Melhor Filme no Festival de Cinema Brasileiro de Paris. Ele terá sessões especiais, uma delas acessível e outra voltada para estudantes. A programação terá ainda sessões comentadas de “A Grande Cidade“, com participação do gerente da Cinemateca do MAM Rio, Hernani Heffner. Além deste, documentário “Fernando Coni Campos: Cada um Vive como Sonha“, com Luíz Abramo e Pedro Rossi.
A mostra propõe um mergulho no papel do homenageado em momentos decisivos da cultura brasileira. Desde “Bahia de Todos os Santos“, de José Hipólito Trigueirinho Neto. Esta obra rendeu a ele o nome artístico de Pitanga e esteve ligado às transformações do cinema nacional. Ao longo dos anos 1960, atuou em filmes centrais do Cinema Novo, movimento de renovação estética e política do cinema brasileiro. Ele foi marcado por narrativas voltadas às desigualdades sociais e às tensões do País.
Informações Mostra Pitanga
Local: Centro Cultural do Banco do Brasil, r. Primeiro de Março, 66, Centro
Datas: Até 29 de junho
Programação Completa: Clique Aqui




