A arte de Mario Amura retrata um dos rituais coletivos mais emblemáticos e belos do Mediterrâneo: a noite de Réveillon em Nápoles.
O público apreciará o trabalho do fotógrafo Mario Amura no Polo ItaliaNoRio. São 20 obras fotográficas e um vídeo documentário de 18 minutos. O material exposto retrata um dos rituais mais emblemáticos e belos do Mediterrâneo: o Réveillon em Nápoles. As obras não descrevem, evocam nuvens, criaturas e constelações que emergem da escuridão. A exposição no Rio celebra tanto Nápoles quanto o diálogo entre ela e o Rio de Janeiro, cidades unidas pelas festas de fim de ano.
A arte de Amura combina perfeitamente com Réveillon de Copacabana e o seu show pirotécnico. Assim como Nápoles, o Rio reconhece o poder simbólico dos fogos: o mar, a música, a multidão, a catarse da noite. Dois povos distantes se mobilizam nessa noite em torno do mesmo gesto e transformam o medo em beleza.
– Continua Depois da Publicidade –
Os fogos de artifício simbolizam um exorcismo e uma esperança
“Os napolitanos exorcizam o temor pela erupção do vulcão, fazendo explodir em luzes e cores todo o golfo de Nápoles”, afirma Mario Amura. “Todo dia 31 de dezembro, subo o Monte Faito com uma equipe de amigos para observar esse rito coletivo. Lá do alto, a cidade se transforma em um horizonte invertido, em uma paisagem cósmica onde os fogos se tornam pinceladas de pura emoção”.
A de Amura enaltece o imaginário iconográfico do Vesúvio, símbolo eterno de Nápoles. Enquanto nas pinturas a guache e nas obras-primas de Turner, Marlow, Volaire e Warhol o vulcão é colorido pela lava que o cobre, em Napoli Explosion, o Vesúvio surge como uma sombra silenciosa, submersa pela explosão dos fogos nas celebrações de Ano-Novo.
“Napoli Explosion’ é uma exposição em que a fotografia, a pintura e a arte pirotécnica convergem em um único e extraordinário evento. É o presente de Ano Novo que Mario Amura oferece à cidade de Nápoles”, diz Sylvain Bellenger, ex-diretor do Museu e Real Bosco di Capodimonte.
“O aspecto de Napoli Explosion que mais impressiona é a sua ‘coralidade’”, observa o historiador de arte e professor Salvatore Settis, presidente do Comitê Científico do Louvre.

“Durante a noite da virada do ano, a cidade de Nápoles vibra com milhares, dezenas de milhares, talvez centenas de milhares de pessoas que fazem explodir ou assistem à explosão desses fogos de artifício, sem saber que estão contribuindo para uma obra pictórica coletiva”.
– Continua Depois da Publicidade –
Sobre Mario Amura
Nascido em Nápoles, em 1973, Mario Amura começou no Centro Sperimentale di Cinematografia, onde frequentou as aulas do mestre Giuseppe Rotunno.
De 2000 a 2012, foi responsável pela direção de fotografia de várias obras cinematográficas apresentadas nos mais prestigiados festivais internacionais – Cannes, Berlim e Veneza. Em 2003, recebeu o Prêmio David di Donatello da Academia Italiana de Cinema pelo curta-metragem Racconto di Guerra, ambientado na Sarajevo sitiada de 1996.
Desde 2007, trabalha no projeto Fujenti, que se encontra em andamento.
Informações Exposição Mario Amura
Local: Polo Cultural ItaliaNoRio • Av. Pres. Antônio Carlos, 40 – Centro (RJ)
Data: 11 de dezembro a 7 de fevereiro • Segunda a Sexta – 8:00 h às 17:00 h • Sábado – 10:00 h às 17:00
Curadoria: Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro
Produção: Napex s.r.l. e Artepadilla
Classificação Indicativa: Livre
Ingresso: Entrada Franca





